sexta-feira, 22 de julho de 2011

É evidente que videntes não existem.

Uma coisa que me deixa indignado é ver e ouvir aqueles “videntes”, principalmente no final de cada ano, em programas de rádio e televisão, fazendo suas previsões para o ano seguinte.
Há muitas pessoas que, desapercebidamente, ficam empolgadas e até acreditam nestas previsões, sem se darem conta que estes, ditos, videntes não predizem nada. 

Embora pareça que eles estão fazendo previsões, na realidade estão lançando suas opiniões e expectativas, convenientemente, de forma vaga.
Analise comigo as “previsões” de uma dessas “videntes” (Não vou citar o nome, mas ela é muito conhecida no Brasil e nos Estados Unidos) para o ano de 2004.

1ª - Aparição de “Nossa Senhora” (entre aspas, pois não acredito que ela exista).
A Virgem deve aparecer no sul do Brasil (Santa Catarina ou Paraná) e em Utah, nos Eua.
- NÃO SE CONFIRMOU, Sem mais comentário.

- O Brasil terá problemas com suas fronteiras, principalmente com a Argentina e a Bolívia. 
NÃO SE CONFIRMOU, regiões de fronteiras sempre são problemáticas, mas não houve grandes problemas nestas fronteiras em 2004.

3ª -
A economia brasileira tende a crescer. A perspectiva é boa, mas não será um ano fácil. O carisma do presidente Lula será importante. 
- NÃO SE CONFIRMOU - PREVISÃO VAGA – Além de apenas dizer que “tende a crescer”, que, por si, já deixa de ser uma afirmação, ela jogou no meio da frase a palavra “perspectiva”, que, entre outros significados, possui o sentido de “esperança ou receio de uma coisa provável, mas ainda remota”.

4ª - Não serão criados novos empregos no Brasil em 2004. Haverá muita discussão sobre o salário mínimo. Se o governo não agir com rigor, muitas empresas vão quebrar. 

NÃO SE CONFIRMOU – Somente nos 10 primeiros meses de 2004, foram criados mais de um milhão de novos postos de emprego no Brasil. Quanto à discussão sobre o salário mínimo, nem vou comentar (enquanto o Brasil insistir em um salário mínimo vergonhoso haverá discussão, não precisa ser adivinho para saber disso). Na frase – “Se o governo não agir com rigor, muitas empresas vão quebrar.” – o uso da conjunção condicional “SE”, sugere uma hipótese e não uma afirmação. - (Fonte: www.sine.pr.gov.br)

3ª - George Bush vai perder as eleições nos Eua, se ninguém roubar. Teremos menos guerras no mundo por conta disso. 

NÃO SE CONFIRMOU – Bush ganhou as eleições de 2004. Mas ela, acintosamente, completou sua frase com a expressão “se ninguém roubar”. Perceba que nas duas hipóteses ela pode alegar que acertou na previsão: Se Bush perdesse ela diria que acertou de primeira; como Bush venceu, ela pode afirmar que houve roubo.

4ª - Ocorrerá uma grande revolução, com descobertas em relação ao Mal de Parkinson e à Síndrome de Down. Teremos uma epidemia (semelhante à gripe asiática), mas serão desenvolvidas novas vacinas.

 
NÃO SE CONFIRMOU – Embora a ciência tenha avançado seus estudos sobre o Mal de Parkinson e a Síndrome de Down, não houve a tal revolução que ela afirmou. E tampouco houve a tal epidemia.

5ª - Surgirá uma arma que supera tudo o que já existe. 

NÃO SE CONFIRMOU – Não surgiu em 2004 uma arma que superasse a Bomba Atômica.
Percebeu como tudo não passa de uma jogada estrategicamente engendrada para enganar as pessoas? Não custa sermos cautelosos e analisarmos racionalmente as coisas antes de acreditamos nelas.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Um pequeno evento com um carinho grandioso.

No dia do meu aniversário, aos 16 de fevereiro de 2011, logo pela manhã, assim que cheguei à empresa onde trabalho, fui saudado pelas minhas colegas de trabalho com um festivo “PARABÉNS PRA VOCÊ”.

Mas não ficou por aí. À tarde, antes da saída, elas organizaram uma festa surpresa para mim, com direito a bolo, presente e tudo.

Como eu não esperava, fiquei paralisado durante alguns segundos e, confesso, quando finalmente pude falar, não consegui encontrar palavras que externassem a gratidão e a alegria que sentia dentro de mim.

Um fato interessante é que estou trabalhando nesta empresa há pouco mais de quatro meses, e há muito pouco tempo elas eram pessoas totalmente estranhas para mim. Mas que, em um momento propício, a vida fez questão de juntar os nossos caminhos.

Tenho certeza que tenho mais defeitos que qualidades, mas algumas das minhas poucas virtudes são: aceitar as pessoas como elas são, respeitando as suas opiniões, mesmo que estas sejam completamente opostas às minhas; tratar a todos com igualdade e preservar a sinceridade em todas as circunstâncias. Essas qualidades eu também encontrei nas pessoas da empresa; e o resultado é um misto de respeito e carinho recíprocos.

Todas estas pessoas (Eliane, Elzira, Helena, Lucineide, Nilda, Ramon, Rose, Rossini e Ruan), que até pouco tempo eram estranhas para mim, doravante farão parte da minha história e, tenho certeza, também farei parte das suas. 

Observando o esmero com que elas organizaram aquela comemoração, pude sentir que o carinho que elas sentem por mim provém do mais profundo do seus corações. Jamais irei esquecer este dia. 

Como ainda não encontrei as palavras certas para expressar a minha gratidão, tudo que neste momento posso lhes dizer é:


Muito obrigado!

sábado, 18 de dezembro de 2010

ABRIU-SE A PORTEIRA

A decisão judicial que deu ao Paulo Maluf o direito de assumir o cargo de deputado, ao meu ver, abre precedente para que outros políticos envolvidos em esquemas de corrupção adquiram também o direito de assumirem seus gargos.

Maluf, que foi reeleito com quase 500 mil votos nas eleições de outubro, estava com o seu registro de candidato barrado, com base na Lei da Ficha Limpa, pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Tendo recorrido ao Tribunal de Justiça de São Paulo, foi inocentado da acusação no início desta semana. E, quase parecendo um milagre, em cima da hora, o deputado foi liberado para renovar seu diploma.

A extensa capivara do candidato parece não ter sido levada em conta neste caso. Em 2005, ficou 45 dias preso por intimidar uma testemunha. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou que a prisão de Paulo Maluf teria sido ilegal, pois sua saúde seria frágil para permanecer preso. Também é acusado pela Justiça de ter uma vultosa conta no paraíso fiscal das ilhas Jersey e estima-se que ele movimente mais de R$ 400 milhões em contas no exterior.

A sujeira é grande, porém, maior ainda é a blindagem do candidato. Nada parece atingí-lo; nem mesmo a opinião pública pois, apesar de todas as suas falcatruas, continua se elegendo, eleição após eleição, com um número expressivo de votos.

Com esta decisão de liberar Paulo Maluf para assumir o seu cargo, a confiança na justiça e a sensação de que as coisas estavam melhorando, com a Lei da Ficha Limpa, parece estar descendo ralo abaixo.

FANATISMO RELIGIOSO

"Ao se apegar demais à sua religião, o homem deixa de seguí-la e passa a ser perseguido por ela." Ademilson Dias.

domingo, 28 de novembro de 2010

LIMPANDO A CASA

Só poderia dar nisso. A invasão das polícias civil e militar do Rio de Janeiro, com reforço das forças armadas, parece mais  uma operação internacional de guerra .
O descaso do poder público em relação às comunidades pobres domindas por facções criminosas sempre foi um fato vergonhoso em nosso país. É inaceitável, pelo menos para um cidadão comum, ver a polícia ser impedida de ter acesso a determinadas localidades. O governo tem o dever de proteger o cidadão onde quer que ele esteja, esta é uma das principais razões pelas quais ele é constituído, e nada pode o impedir de cumprir este seu dever.
Em meus botões, eu tenho as minhas dúvidas de que esta operação tenha realmente como objetivo principal livrar os cidadãos do poder intolerante das organizações criminosas. Acredito que se trate mais de uma tentativa desesperada de, às pressas, "arrrumar a casa" para a Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016 (assim como uma dona de casa desorganizada tenta limpar a casa correndo, empurrando a poeira para debaixo do tapete, às vésperas da chegada de uma visita), mas como errar é humano, tomara que eu esteja errado.
Pra começar, vejo a ação como meio que desorganizada. Várias emissoras de televisão mostraram imagens de muitos bandidos, fortemente armados, se evadindo montados em motociletas e em carros lotados, por uma estrada de terraplanagem. Ficam as questões: Não houve um plano estratégico para esta ação? Não se previu que os bandido poderiam usar aquela estrada para fugir do "cerco" policial? Por que que a favela não foi totalmente cercada, utilizando aqueles helicópteros do exército que transportam tropas para os lugares inacessíveis por terra?
Outra dúvida que fica é: E quando as forças armadas deixarem o local, como ficará a situação? Será que não haverá represália da parte dos criminosos?
Esperemos que não? Esperemos que o Rio de Janeiro se torne, realmente, a cidade orgulho de todos os brasileiros. Esperemos que o estado faça a sua parte, para isto basta cumprir o seu dever de garantir a si mesmo e a todos os cidadãos o direito de ir e vir.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

PERVERSOS POR NATUREZA

Por mais que tente, o homem jamais irá entender de fato a mente humana; a sua complexidade é quase infinita. Por exemplo: há indivíduos extremamente amáveis e outros extremamente cruéis. Para nossa sorte, a parcela de indivíduos amáveis é muito maior que a dos demais. Mas embora em desvantagem, pelo menor número de indivíduos, a parcela de dos maus causa um enorme dano à humanidade. A História Secular mostra que líderes perversos eram indiferentes ao sofrimento do povo; e até se divertiam enquanto o povo sofria. Alguns deles chegaram a levar nações à ruína.

Nero, imperador romano de 54 a 68 d.C., como mostra a História, foi um exemplo de líder cruel. Seu reinado é associado à tirania. A ele são atribuídas diversas execuções arbitrárias, inclusive a da sua própria mãe e do seu meio-irmão.

Já em tempos não tanto remotos, temos o exemplo de Adolf Hitler, que, por sua natureza perversa, levou milhares de pessoas às mais cruéis situações de torturas em campos de concentração e outras milhares à morte. Sua ambição e seu egoísmo não respeitavam fronteiras.

Mas não precisamos ir tão longe no tempo nem no espaço. Certamente muitos de nós conhecemos, ou vemos pelas reportagens, pessoas que são naturalmente más. Um bandido, por exemplo, que tem a frieza de assassinar um semelhante por motivos fúteis, muitas vezes com requinte de crueldade e, minutos depois, já esqueceu completamente o seu ato, ou fica indiferente a ele, com certeza possui uma natureza má. E não acredito que algo o faça mudar. Algumas delas podem até tentar mostrar alguma mudança de comportamento, mas creio que sua maldade permanece contida lá no seu íntimo, como uma fera acorrentada, e se algum dia forem afrontadas, não deixarão passar a oportunidade de extravasar toda a sua ira acumulada.

Eu, particularmente, já conheci algumas pessoas realmente más. Lembro-me que, quando adolescente, havia em minha rua um garoto, de aproximadamente dez anos, que era o terror do bairro inteiro. Sua diversão se resumia a insultar os outros, não importando se eram meninos ou meninas, destruir brincadeiras, provocar brigas, invadir quintais para roubar, maltratar animais e outras travessuras. À medida que ia crescendo, a sua perversidade ia aumentando. Para tentar contê-lo, sua mãe muitas vezes o internava em clínica de loucos, embora de louco ele não tivesse nada.

Há pouco tempo conheci uma mulher, esposa de um amigo meu, que é a pura personificação da perversidade. As pessoas, desavisadas, ao primeiro contato com ela, não percebem que por trás da sua máscara de uma pessoa amável se esconde uma criatura traiçoeira, egoísta e extremamente perigosa. Embora se diga religiosa, por muitas vezes a ouvi proferir palavras de baixo calão (palavras indignas de serem transcritas aqui). Não fosse a religião, que finge seguir, talvez por puro interesse, não sei o que mais a impediria de praticar atos mais algozes. Praticamente todos os seus vizinhos, inclusive parentes, já foram vítimas da sua maldade e evitam contato com ela.

Como já frisei antes, embora a religião iniba um pouco os intentos dos perversos, não acredito que seja capaz de mudar a sua verdadeira natureza. Acredito que quem nasce para ser amável será sempre amável. Por outro lado, quem nasce para ser perverso, não tem jeito, será perverso para sempre.

Mesmo em menor número, os indivíduos maus prejudicam sobremaneira a vida dos indivíduos bons, assim como a metade de uma fruta estragada prejudica o sabor de um copo de suco feito com várias frutas boas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ORDEM E PROGRESSO

Com a prisão de José Roberto Arruda, governador do Distrito Federal acusado de corrupção, o Brasil para de engatinhar e dá os seus primeiros passos rumo à verdadeira democracia. Ainda que tardio e muito fraco, o vento da justiça, que o povo há muito espera, parece começar a soprar em nosso país.


VISÃO: Basta muito pouco para que todo cidadão seja realmente igual perante a lei; basta que a lei seja cumprida.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

ELE VOLTOU


FATO: O deputado Leonardo Prudente (sem partido) reassumiu a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal nesta quarta-feira, 30 de dezembro de 2009. Ele foi flagrado em um dos vídeos do mensalão do DF guardando dinheiro, produto de propina, nas meias. Como a Casa está em recesso até o dia 10 de janeiro, ele reassumirá os trabalhos efetivamente daqui a duas semanas.

Leonardo Parente havia se afastado do cargo, por pedido de licença, em meio às acusações de participação no suposto esquema de pagamento de propina a aliados do governador José Roberto Arruda (sem partido), mas vai estar no comando da Casa durante o julgamento dos processos de impeachment do governador.

A recondução de Prudente à presidência da Câmara Legislativa foi publicada nesta quarta-feira no "Diário Oficial" da Câmara do DF. A expectativa é que Prudente se afaste do cargo quando a Casa for colocar em julgamento o seu pedido de impeachment.

O retorno de Prudente é uma estratégia de Arruda para evitar que o atual presidente em exercício, deputado Cabo Patrício (PT), que é de um partido de oposição esteja no comando da Casa durante o julgamento dos processos de impeachment.  

VISÃO: Enquanto a lei da impunidade imperar no Brasil e o povo continuar votando em maus políticos, veremos estes saqueadores do erário agindo, descaradamente, em todos os setores do governo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

TODOS CONTRA TODOS

Por que as pessoas precisam de um governo? Por que as pessoas, muitas vezes por motivos fúteis, se voltam umas contra as outras? Por que as pessoas querem sempre tirar vantagem umas sobre as outras? Por que existe o preconceito e o racismo? Por que existe tanta intolerância entre as pessoas?

À medida que eu ia crescendo e adquirindo conhecimento, estas e muitas outras perguntas iam chegando, se acumulando e ficando sem respostas em minha mente.
A grande maioria das pessoas se contenta com as respostas e explanações que recebe dos seus pais, professores ou líderes religiosos sem questionar; algumas até se contentam mas, com o passar do tempo, se convencem que aquelas respostas já não as satisfazem, e passam a considerá-las absurdas; porem muitas pessoas não aceitam as primeiras respostas com tanta facilidade. Por exemplo: uma criança costuma aceitar muito facilmente qualquer resposta que seus pais lhe dão às suas perguntas, pois, para ela, seus pais são a referência máxima de sabedoria; mas, à medida que cresce, a criança vai adquirindo conhecimento através de outras fontes de informação e reconsidera todas as repostas que seus pais lhe deram. Os índios costumavam explicar a origem das coisas através de lendas que para o homem civilizado são absurdas. Os gregos criam na existência de vários deuses que controlavam as forças da natureza e o comportamento das pessoas, os cristãos acham esta crença absurda; enquanto muitos cientistas acham absurda a crença dos cristãos de que o mundo, o homem e os animais foram criados por Deus em sete dias.

Sempre que me defronto com uma questão relevante, costumo sempre me inteirar através de outras fontes para me posicionar.
Todas as questões levantadas no início têm relação com a natureza humana e, por muito tempo, pairaram em minha mente sem respostas que me satisfizessem plenamente. Estas perguntas martelavam em minha cabeça e me faziam analisar o comportamento das pessoas a fim de obter respostas. Tudo isso me fez chegar à conclusão de que o homem, em sua forma natural, possui, no seu âmago, embora em níveis diferentes, todos os sentimentos que conhecemos: amor, agressividade, carinho, inveja, malícia, medo, ódio, rancor etc.

Há pessoas que expressam alguns destes sentimentos com mais intensidade que outras, mas todas elas os têm dentro de si. Uma parte destes sentimentos, a parte boa, por exemplo, o amor, a ternura, a compaixão, quando expressada por alguém, mesmo de forma exagerada, não causa males às outras pessoas e, portanto, não precisa ser contida. Porém os maus sentimentos, como o ódio, a agressividade, a perversidade, a vingança precisam ser contidos. Para isso, em comum acordo, as pessoas instituem governos, líderes e normas que possam protegê-las da manifestação destes maus sentimentos das outras e, ao mesmo tempo, impedi-las de manifestarem os seus.

Acho que a distribuição, em diferentes níveis, destes sentimentos e a capacidade que cada indivíduo tem para controlá-los é o que chamamos de personalidade. Na minha opinião a personalidade de cada um é imutável. O convívio social, o ambiente em que vive e a religião conseguem mudar o comportamento do indivíduo, mas não conseguem mudar a sua verdadeira natureza; por isso a palavra “anarquia” possui o sinônimo de desordem, pois sem governo as pessoas tendem a violar o direito das outras. Diante de situações de calamidade ou desgoverno, mesmo pessoas aparentemente honestas e pacatas praticam atos criminosos e antissociais (saqueiam cargas de veículos envolvidos em acidentes, saqueiam lojas em busca de alimento em situação de guerra; atropelam e pisoteiam-se em situação de perigo etc.). Portanto se um governo é ruim, muito pior será sem ele.

Descobri, há algum tempo, que a teoria que mais se aproxima do meu pensamento é a do filósofo inglês Thomas Hobes. Ele alega que os seres humanos são egoístas por natureza. Com essa natureza tenderiam a guerrear entre si, todos contra todos. Assim, para que não se exterminarem mutuamente, é necessário um contrato social” que estabeleça a paz, a qual levará os homens a abdicarem da guerra contra outros homens. Porém algumas pessoas, talvez por um desequilíbrio (até mesmo fisiológico), são mais propensas a manifestar os maus sentimentos e, assim, transgridem as normas sociais e as leis.

Desse ponto de vista, podemos chegar à conclusão que são estas pessoas que, sendo torcedores de um determinado time, não toleram os torcedores de um time adversário; sendo religiosas, não toleram pessoas de outros credos; sendo de uma determinada raça, não toleram as demais; sendo autoridades, abusam dos seus poderes; pertencendo a uma classe social alta, humilham as de classes inferiores etc. Pode-se notar que, quase sempre, a manifestação destes maus sentimentos se intensifica, gradativamente, ao passo que os laços de parentesco e de afinidade se distanciam.

Pelo menos por enquanto, somente essa minha linha de pensamento consegue me dar respostas satisfatórias para as questões que levantei no início. Mas nada impede que eu esteja completamente equivocado.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Ato de ditadura em tempos de democracia.

FATO: Não é de hoje que o governador do Distrito federal, José Roberto Arruda, se envolve em escândalos e mostra não ter nenhum compromisso com a ética e a democracia. Em 2001 , quando senador, foi um dos principais envolvidos no escândalo da violação do painel de votação eletrônico do senado. Durante as investigações foi à tribuna da Casa e, chorando, jurou pelos próprios filhos que era inocente. Quando as evidências se avolumaram, deixou o cargo quando o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar pediu que fosse aberto um processo de cassação de seu mandato e do também senador Antonio Carlos Magalhães.
Agora, em 2009, como governador do Distrito Federal, Arruda é suspeito de envolvimento em um esquema de distribuição de propina. Foi filmado, pelo secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, recebendo uma suposta propina de 400 mil Reais.
Com o poder nas mãos, mais uma vez traindo a democracia, Arruda recorre aos meios de repressão típicos da ditadura militar e manda a tropa de choque ir, literalmente, para cima de um grupo de manifestantes que, de forma pacífica e legítima, pediam o seu impeachment. 

VISÃO: Ao que parece, o povo brasileiro ainda não aprendeu a votar conscientemente, pois é inexplicável que alguém com tão graves antecedentes de envolvimento em corrupção possa ser eleito a qualquer cargo público. Confiar, votar e ser enganado por um político uma vez é até compreensível, mas, sinceramente, não dá pra entender como o povo se deixa enganar por tantas vezes.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

DIPLOMACIA COM PIADAS.


Quando presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, em um giro de seis dias pela Europa, enfileirou alguns recordes. Na Espanha, fez o discurso mais elogiado entre quinze chefes de Estado que debatiam sobre autoritarismo e democracia. Na França, foi o primeiro presidente da América Latina a ocupar a tribuna da célebre Assembleia Nacional. Foi interrompido nove vezes por aplausos.

O mesmo não acontece com o atual presidente, Lula, que, quando não dorme durante as reuniões, em suas viagens, o que muito recebe em discursos desconexos é risos, consequentes das muitas piadas que profere (talvez por não ter muito o que dizer).

Na Holanda, Lula brincou com os cerca de 200 empresários, brasileiros e holandeses, presentes ao lamentar não ter tido tempo nem oportunidade de conhecer um bar na Holanda.

Na reunião da cúpula da Bahia, os líderes latino-americanos, não resistiram a piadas sobre o ataque sofrido no Iraque, quando um repórter atirou um sapato no presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Na Turquia, fez piadas com os turcos ao dizer que, no Brasil, qualquer vendedor que for vender um produto na casa das pessoas, prontamente ele é chamado de turco. E complementou: “É preciso fazer jus a essa especialidade de comercializar do povo turco para que possamos estreitar as relações.”

Pra começar os turcos não são árabes e nem falam a língua árabe. A presença de turcos na imigração no Brasil é pequena, e as populações vindas do Líbano e Síria apenas ganharam esse nome por chegarem ao país com passaportes do Império Otomano (O Império Otomano foi um Estado que existiu entre 1299 e 1922 e que no seu auge compreendia a Anatólia, o Médio Oriente, parte do norte de África e do sudeste europeu. Foi definitivamente abolido em 1923, quando foi proclamada a República da Turquia).

Ainda na Turquia, Lula cometeu mais uma gafe ao errar a escala de grandeza na apresentação das fronteiras brasileiras. O presidente embasbacou os turcos ao dizer que o Brasil tinha “17 milhões” de quilômetros de fronteira terrestre (uma distância astronômica), quando na verdade é algo em torno de “16 mil” quilômetros.

Pra encerrar: o nosso presidente é uma piada.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EXPORTAR LIXO?

FATO: O presidente Lula afirmou para uma plateia de 2,5 mil pessoas, no Centro de Convenções, em Olinda, durante o IX Congresso Brasileiro de Saúde Pública, que na próxima conversa que tiver com o presidente norte-americano Barack Obama, irá lhe recomendar: "Obama, faça um SUS (Sistema Único de Saúde)". E o ministro da Saúde, José Temporão, completou que se tivesse o orçamento que a nova ministra da Saúde dos Estados Unidos tem, o Brasil faria o melhor sistema de saúde do mundo.

VISÃO: O mal que não queremos para nós não devemos desejar aos outros. O descaramento do presidente é tanto que não se envergonha de sugerir este nosso vergonhoso sistema de saúde a um país de primeiro mundo. Como se não bastasse tantos brasileiros morrendo por falta de atendimento ou sofrendo nas filas e corredores dos hospitais, tratados como animais, o nosso presidente também quer que os americanos sofram o mesmo mal.

Além disso, não é por falta de dinheiro, como insinuou o ministro, que o nosso sistema de saúde é esta lástima. De 1996 a 2007 o assalto compulsório da CPMF, imposto destinado à Saúde Pública, arrecadou R$ 203 bilhões; mas esta arrecadação não parece ter surtido nenhum efeito prático. Os hospitais continuaram sucateados, os profissionais da área continuaram sendo maus pagos e o povo continuou sendo abandonado à própria sorte.

Se o presidente, ao invés de viajar o mundo, visitasse os nossos hospitais públicos, não desejaria tamanha calamidade ao povo americano.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

DINHEIRO NA MÃO.

Com o advento do dinheiro eletrônico (Cartão de crédito, débito, transferência bancária etc.), muito se fala que o dinheiro físico, mais cedo ou mais tarde, vai sair de circulação. Acho pouco provável, pois, pelo andar da carruagem, a impressão que temos é de que ele não vai deixar de existir nunca, pelo menos aqui, no Brasil.

As taxas cobradas para a implantação de uma máquina de cartão eletrônico fazem com que os comerciantes exijam uma quantia mínima para que possam realizar uma operação de venda. Experimente comprar uma mercadoria usando um cartão de débito com um valor baixo (abaixo de dois reais, por exemplo) em três estabelecimentos diferentes e verá que isso é verdade. Tenho quase certeza que, pelo menos, um deles se recusará a aceitar a negociação. De que nos adianta ter os bolsos cheios de cartões, e não podermos parar para comprar um suco natural, ou cafezinho, à beira da estrada quando estivermos viajando? Uma moeda de verdade não pode ter quantia mínima estabelecida para uma transação.

Mesmo os consumidores se sentem inibidos ao efetuar pagamentos com cartão de débito, ou crédito, quando a quantia é muito baixa.

Os políticos, principalmente os corruptos, não demonstram muita vontade de este sistema se estabeleça de fato. Como um político corrupto iria receber suas propinas e os valores, via cartões ou transferências bancárias, referentes aos seus negócios escusos sem que deixassem rastros?

Parece que os brasileiros têm um amor tão forte pelo dinheiro físico que não pretendem se separar dele jamais.

Pelo que vemos, a cultura de guardar dinheiro no colchão parece que ainda está arraigada no nosso subconsciente. Por isso, a sensação que temos é de que, pelo menos por aqui, a onda do dinheiro virtual nunca vai pegar.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

RICO NÃO VAI PRA CADEIA

O princípio de que todo cidadão é igual perante a lei parece só existir na própria lei.

Na prática, o que existe são muitas diferenças, muita discriminação.

Prova disso é a grande quantidade de pobres superlotando as penitenciárias, espalhadas pelo país inteiro.

Se levar um rico para a cadeia já é muito difícil, mais difícil ainda é condenar um deles. As brechas da lei, os recursos, a corrupção... Tudo parece favorecê-los.

Existe um conhecido ditado popular que diz: “Quem não deve não teme”, mas o pobre, mesmo não devendo nada, tem muito motivo para temer; pois muitos já foram presos, mesmo sendo inocentes, e permaneceram presos por muito tempo.

Poucas provas, ou quase nenhuma, são necessárias para levar um pobre para a cadeia. Já para os ricos, até as provas mais concretas e cabais são dispensadas.

Os fundamentos da prisão provisória, por exemplo, se analisarmos amiúde, parecem ter sido redigidos cuidadosamente para blindar uma classe e expor a outra.

Ter residência e emprego fixos são algumas das exigências para livrar a cara de alguém de uma prisão provisória.

Esses requisitos, na maioria das vezes, só os ricos preenchem.

A assessoria de bons, e influentes, advogados também é um recurso que só os ricos dispõem.

Para se fazer justiça a lei não precisa ser mudada, o que precisa mudar é o preconceito daqueles que estão encarregados de aplicá-la.

Pau que dá em Chico também deveria dar em Francisco, ou seja, a lei que serve para um deveria servir para todos.

domingo, 25 de outubro de 2009

NÃO PREGUE PRA MIM
















Respeito muito, e até admiro, a fé das pessoas, independente das suas religiões.
Costumo ler a Bíblia de maneira puramante racional, perscrutando-a à minha maneira e, assim, tirando as minhas próprias conclusões.

Não aceito com muita facilidade que alguém tente me convencer a ser um seguidor da sua crença, quando ele mesmo não segue os seus ensinamentos; e, se aceitasse, estaria contrariando a minha razão e a minha visão da realidade dos fatos que ocorrem à minha frente.

Já fui testemunha ocular de muitos casos em que pessoas que frequentavam igrejas agiam de forma totalmante oposta àquela que aprendiam ou ensinavam em suas igrejas.

Algumas delas pareciam ter dupla personalidade, agiam como se usassem máscaras - na igreja eram semelhantes a ovelhas; fora dela, pareciam verdadeiras feras, dispostas a estraçalhar qualquer um que ousasse lhe contrariar.

Acredito que nos dias de hoje seja muito difícil (pra não dizer impossível) encontrar alguém que, de fato, tenha autoridade suficiente para dizer que segue todos os ensinamentos da Bíblia.

Portanto:

Não pregue pra mim, se você não vive o que prega.

Se você não ama o próximo como a si mesmo, não pregue pra mim.

Se você não é misericordioso, e se, antes de ofertar os teus louvores, não se reconcilia com quem tem algo contra ti, não pregue pra mim.

Se você não aprendeu a ser humilde e manso, não pregue pra mim.

Se você se desvia de quem deseja te pedir algo emprestado, não pregue pra mim.

Se você não ama os seus inimigos; se não bendiz os que te maldizem; se não faz o bem aos que te odeiam e não ora pelos que te maltratam e te perseguem, não pregue pra mim..

Se você não dá esmolas em segredo, não pregue pra mim..

Se você se preocupa com o que há de comer ou vestir, não pregue pra mim.

Não pregue pra mim, se você não dá de graça o que de graça recebeu.

Se você pede a compaixão dos seus credores, mas é incompassivo com os seus devedores, por favor, não pregue pra mim.

Não pregue pra mim, se você passa de largo quando encontra alguém necessitado à beira do teu caminho.

Se você, de coração, não tem coragem suficiente para vender tudo que tem e dividir com os pobres, e se, quando defrauda alguém, não devolve tudo quadruplicado, não pregue pra mim.

Se você deve algo a alguém, exceto o amor, não pregue pra mim.

Se você é um daqueles engravatados que passam horas pregando para pessoas bem vestidas, em igrejas suntuosas ou em programas de rádio e televisão, mas não dedicam dois segundos para desejar um bom dia para um gari, ou cinco minutos para levar uma palavra de conforto a um morador de rua, ou é daqueles que ficam nas praças e nas ruas distribuindo folhetos apenas para as pessoas de boa aparência, desviando-se dos mendigos, não pregue pra mim.

Antes de fazê-lo, avalie-se a si mesmo.

Pois se você não é um imitador ou um verdadeiro seguidor dos mandamentos do seu Deus, jamais poderá ser um verdadeiro pregador da sua palavra.